Marcante. Foi uma lavada na alma, o show realmente é um "descarrego" !!!
Da abertura até o final foi de chorar no cantinho de tão bom!! Pena que acaba
rápido.
Logo de início um dos hinos do crodel: Morte e Vida Stanley
"Na madrugada de vento seco
No clarão da grande lua prateada
No recôncavo do sol
Na montanha mais longe do mar
Numa serra talhada espinho fechado coivara caieira vereda
Distancia da rua
Mato cerca pedra fogo faca lenha
Cerca bote bala bote bala bote senha
Tabuleiro tabuleiro em pó
Na pedra dos gaviões
Uma mulher deitada
O nome é Maria
A dor conduzindo o filho terceiro
Nas garras do mundo sem guia
Vai nascer outro homem
Ouviram
Vai nascer outro homem
Outro homem"
De "quase"fechamento o Palhaço do Circo Sem Futuro.
Ironicamente (e tristemente), enquanto cantávamos com a banda músicas que louvam a chuva, em uma terra que muito padeceu com a seca , nosso povo catarinense estava enfrentando as tragédias da cheia... Matizes deste país imenso que ao mesmo tempo que tem uma multidiversidade cultural, e uma diversidade climática, que sofre com muitas faltas (falta de segurança, saúde, empregos...), também abarca um coração lindo e pulsante quando se trata de solidariedade. Um povo cantando a falta da chuva e o outro chorando a cheia.
Choro com eles também, sou catarinense. Este post era para falar do Cordel, mas de tanto cantar a seca, me surgiu uma ponta de angústia e tristeza ao lançar um olhar sobre o alerta da natureza que se abateu sobre minha Santa (e bela) Catarina.
Diante da minha perplexidade canto outro trecho do Cordel do Fogo Encantado:
"Se eu pudesse parar os elementos
Se eu pudesse trazer paz ao mau tempo
Mas eu não posso
Não devo
Não quero
Tempestade
Tempestade
Tempestade"
